terça-feira, 23 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010



Cérebro, desculpe pela sobrecarga. Barriga, desculpe pelas borboletas. Travesseiro, desculpe pelas lágrimas. Coração, desculpe pelo dano.

sábado, 20 de novembro de 2010


Eu passei a minha infância toda querendo ser mais velha, agora que sou mais velha vejo que isso é uma droga e que a infância era melhor.


Por que sentimos medo do futuro? Por que o tempo parece correr tão rápido, e o nosso desejo é que ele passe mais devagar? Por que eu sinto a súbita vontade de gritar para ver se o mundo me escuta? Por que? Por que? Por que a minha vida é tão cheia de porquês e de nenhuma resposta? Por que tudo o que eu quero é tão difícil, é tão complicado? Por que tudo na minha vida dá errado? Por que, as pessoas que eu mais amo, tem que ir embora?Por que, no fim, esse mundo é tão injusto? Por que?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O mundo nunca foi justo com as pessoas. Sempre a algo nele, que machuca a pessoa até que ela sangre. Na maioria das vezes essas feridas cicatrizam, e são deixadas para trás, apenas como um rastro de um passado que jamais vai voltar à tona. Mais às vezes, essas feridas insistem em se abrir deixando profundas marcas de um passado amargo, que voltam à tona, sempre, que a felicidade, insiste em nos deixar.


Quantos sonhos o mundo já levou de você?

Em algum lugar a fraqueza é uma força. Eu vou morrer procurando por isso, eu não posso me arrepender por tanto egoísmo. Minha dor e todos os problemas causados, não importa o quanto durem eu acredito que exista esperança, enterrada por baixo de tudo, escondida embaixo de tudo e crescendo por baixo de tudo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu sempre gostei muito mais das dúvidas. Nenhuma palavra me aterroriza mais do que "sempre". Ela foi inventada por gente que nunca tentou perceber o que se esconde além da curvatura da terra. Certamente os pássaros não a possuem em seu vocabulário. É por isso que eu fico pulando, em movimentos desastrados, tentando ver o que há além do meu horizonte. E essa incerteza quanto ao que me espera na próxima esquina é o que me faz caminhar. Passei a acreditar que a felicidade mora na inexistente fração de tempo em que o passado toca o futuro. Se o passado é distração e o futuro, preocupação, sobra para nós, perseguidores da felicidade, a inexistente ilusão do presente, em que tu és o que tu fazes, e nada nem ninguém mais importa. Isso é felicidade. Agora te concentra e tenta materializar um momento que não acontece jamais.
 Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.